1. Jul
  2. 1967

Aquino Porto, o patrono da indústria em Goiás

Após o falecimento do presidente da FIEG, Antônio Ferreira Pacheco, assume seu vice substituto legal José Aquino Porto considerado pai da indústria em Goiás.

História da Indústria Goiana

José Aquino Porto, patrono da indústria goiana

José Aquino Porto nasceu em Dores do Indaiá, localizada no Estado de Minas Gerais, no dia 07 de março de 1925, filho de Antônio Porto, tabelião e da costureira Branca de Lima Porto, órfão de pai aos quatro anos de idade. Iniciou os estudos no Colégio Marista de Mendes, depois no Colégio Sacramentino de Manhumirim. Mudou para Goiânia, em 1942, trabalhou no Banco Comércio e Indústria Minas Gerais S/A, como contínuo submetendo-se a um concurso interno é nomeado funcionário e transferido para cidade de Rio Verde, servindo ainda nas agências de Jataí e Pires do Rio. Em 1944 Aquino Porto ingressou no Banco Comercial do Estado de Goiás S/A, em Anápolis sobre o comando do presidente Antônio Luiz de Pina e dos diretores Sócrates Mardocheu Diniz e Benedito Batista de Abreu, ocupando o cargo de escriturário e na Cidade de Goiás como contador. Retorna a Anápolis para trabalhar na inspetoria do Banco. Em seguida foi designado para instalar agência na cidade de Jaraguá. Em 1946, com 21 anos, inicia as atividades na indústria da construção, trabalhando com pré-moldados. Em 1948, se casa com Carmita Resende Porto, de tradicional família da Cidade de Goiás com quem teve quatro filhos: Sulamita (assista aqui seu depoimento), Suelaine, Reginaldo e Suely.

Formou-se na Faculdade de Direito de Goiás em 1960.  Foi sócio fundador da Progoiás (instituição de crédito) e da Induprel (fábrica de pregos posteriormente transformada em fábrica de papel). No ano de 1960, José Aquino Porto foi nomeado pelo presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira para ocupar o cargo de Ministro do TST, numa justa homenagem ao povo goiano, o cargo era considerado de honra. Não demorou a Aquino Porto se tornar um dos principais líderes do empresário estadual, colaborando intensamente na tarefa da consolidação de Goiânia como a nova metrópole do Centro-Oeste. Em 1967, o grande salto na vida de Aquino Porto: na condição de vice-presidente, assume a presidência da FIEG – Federação das Indústrias no Estado de Goiás, em decorrência do falecimento do então presidente Antônio Ferreira Pacheco.

No final dos anos 1960, um projeto de lei de autoria do deputado Roberto Saturnino, propondo a extinção do SESI e SENAI, levando-o as lideranças empresariais e políticas do país a tentarem uma mobilização de âmbito nacional que impediria a aprovação do referido projeto, encaminhado ofício a todas as Federações das Indústrias do país, conclamando-as e levando-as a rejeitarem o projeto. O requerente do projeto foi convidado para fazer uma visita aos Centros Sociais do SESI e aos Clubes do trabalhador espalhados pelo Brasil, consolidando a liderança de Aquino Porto frente à CNI – Confederação Nacional das Indústrias junto aos sindicatos goianos.

Devido ao grande trânsito junto ao empresariado goiano, Aquino permaneceu no comando da FIEG por 32 anos, através de eleições sucessivas. Em 1º de janeiro de 2000, se afastada presidência da Federação, do SESI, do SENAI e do Instituto Evaldo Lodi, transferindo o comando para Paulo Afonso Ferreira, mas continuou presidente de honra da FIEG. Faleceu em abril de 2003, vítima de complicações respiratórias.

Não se pode negar que Aquino Porto foi um visionário, batalhador e empreendedor abraçando oportunidades e não as deixando escapar. Ele não olhou apenas para si, ele enxergava que a indústria trazia – e ainda traz – inúmeros benefícios para um Estado, um país, e para o mundo, sendo assim precisava de força e união para buscar respeito e espaço para crescer, desenvolver e trazer o progresso para indústria goiana. O que é um país sem indústrias? O que são as indústrias sem a união de empresários? Podemos acreditar que Aquino Porto pensou no futuro, e momento algum não queria deixar a FIEG de forma alguma. Nas palavras do empresário e ex-presidente da FIEG, Paulo Afonso, que viu Aquino Porto se candidatar mais uma vez para reeleição no final da década de noventa, para presidência da Federação, percebe-se que ele deu a vida para a causa da indústria e insistiu nisso.

Texto: Valter Lopes – Historiador

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FONTES e LEGENDAS:
Aquino Porto e a industrialização em Goiás / Organização Coelho Vaz. – Goiânia : Kelps, 2001. 350p.
Fotos: Arquivo da FIEG e arquivo da família Aquino Porto.

Cap. Waldir O'Dwyer e Aquino Porto     

Fotografias da esquerda para direita: 
foto Cap. Waldir O'Dwyer e Aquino Porto
foto Casório de Aquino Porto com Carmita Rezende Porto
foto Aquino Porto e o 1º Pref. de Goiânia Venerando de Freitas Borges
foto Aquino Porto com os filhos.

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