1. Jan
  2. 1942

CNI e sua importância na indústria brasileira

A CNI deu origem ao SENAI e SESI, ambas braço direito da indústria no Brasil.

História do Brasil








No início do século XIX um episódio que marcou a História da industrialização no Brasil foi à abertura dos portos as nações amigas após D. João VI revogar o alvará de sua mãe D. Maria I, que havia proibido cubículos fabris dentro do território brasileiro. Num período de separação do Reino, chegou a independência do Brasil que a partir de 7 de setembro de 1822 começou a engatinhar com as próprias pernas rumo ao progresso. A SAIN - Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional enfim teve aprovação dos estatutos em 1825, esta que tinha como objetivo aumentar a produção agrícola no Brasil defendendo causas a favor da industrialização, pois nesse período a Europa, em especial a Inglaterra estava no ápice da industrialização.

A partir de 1870, a SAIN assumiu as causas industriais. Essa entidade de direito civil privado tinha objeto de fomentar a industrialização brasileira. Neste período a SAIN teve um papel importantíssimo ao implantar práticas e buscar conhecimentos, projetos e inovações para que a indústria viesse a crescer.

Quase um século depois a entidade foi dividida em Confederação Industrial do Brasil e a Federação Industrial do Rio de Janeiro. A primeira era focada em termos globais de industrialização e a segunda com interesses mais locais. Mais tarde a Confederação Industrial do Brasil tornou-se a atual CNI – Confederação Nacional da Indústria. Pessoas importantes estiveram à frente das organizações industriais e tiveram um papel empresarial de destaque. Jorge Street, Innocêncio Serzedello Correia e os fundadores considerados precursores e os mais importantes ícones pioneiros de uma visão diferenciada do cenário industrial do Brasil; eles, os Doutores Euvaldo Lodi e Roberto Simonsen, ambos os engenheiros, tinham uma visão aguçada para os problemas industriais e dos trabalhadores. Simonsen e Euvaldo Lodi atuaram juntos no final dos anos 30 e início dos 40. Um foi senador e outro deputado, cargos que lhe davam autonomia para administrar e conseguir enxergar onde havia carência de qualificação e necessidade de cooperação para com a indústria brasileira. Com o ofício de engenheiros e empresários, Lodi e Simonsen criaram a Confederação Nacional da Indústria estabelecendo o Sistema CNISENAISESI com objetivo de qualificar mão-de-obra para a indústria, tecnologia, formação profissional, respeito aos valores da sociedade, lazer, educação, saúde, integração ao trabalho e à família.

A Confederação Nacional da Indústria criou dois instrumentos primordiais para cooperar com a qualificação de pessoas que atuavam na indústria. Com esforços somados pelos Doutores Euvaldo Lodi da CNI e Roberto Simonsen da Federação das Indústrias Paulistas, em 22 de janeiro de 1942 foi criado pelo governo Getúlio Vargas, através do Decreto Lei nº 4.043, o Serviço Nacional de Aprendizagem dos Industriários – SENAI que posteriormente passaria a chamar-se Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.

O SESI – Serviço Social da Indústria criado em 1 de julho de 1946, indubitavelmente vem contribuindo com ações sociais diversas para o trabalhador e a comunidade. Uma instituição aliada das empresas cumprindo um papel importante que supera as expectativas melhorando a qualidade de vida das pessoas na educação, melhoria das condições de trabalho, zelo pela saúde e lazer. A criação dessas entidades foi um marco histórico para o Brasil que no período pós-segunda guerra mundial passava por problemas sociais e políticos. A qualificação de trabalhadores para a indústria era o caminho para que o Brasil caminhasse para o avanço e modernidade dos polos industriais. CNI, SENAI e SESI, aliadas com o governo, ampliou a visão sobre a situação que naquele momento precisava de investimentos e de uma organização especial para cumprir as metas e enfrentar desafios. O que seria da indústria, máquinas e investimentos se não houvesse a força motriz qualificada? Sem dúvidas essas instituições pensaram de forma correta ao decidir novos rumos para um país que hoje tem avançado cada dia mais, conseguindo acompanhar o desenvolvimento tecnológico competitivo.

Texto: Valter Lopes - Historiador

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FONTES:
Hermes, Gabriel – Trajetória da Confederação Nacional da Indústria / Gabriel Hermes, Osório Nunes. – Rio de Janeiro : Confederação Nacional da Indústria, 1994. 116 p.: il.
http://www.portaldaindustria.com.br/senai/institucional/historia/ 
http://www.portaldaindustria.com.br/sesi/institucional/historia/

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