1. May
  2. 2018

Quem foi Gilson Alves

No dia 01 de maio de 1952, às 14 horas foi realizada sessão solene de instalação oficial da Federação das Indústrias do Estado de Goiás, tendo como sede na Av. Goiás, nº 38.

História da Indústria Goiana

Gilson Alves de Souza, o principal mentor da FIEG, nasceu na cidade mineira de Patrocínio, no dia 9 de abril de 1920, filho de João Alves de Souza e Rita Amélia de Souza. Próximo de completar 4 anos de idade, muda-se com os pais e irmãos para uma fazenda localizada no Distrito de Santo Antônio do Rio Verde, distante cerca de 200 quilômetros de Patrocínio que, ainda em 2010, pertence ao município goiano de Catalão. Assentado a oeste de Catalão, o distrito foi criado por meio da resolução provincial datada de 30 de janeiro de 1844.

Sexto filho, de sete irmãos, da segunda constituição familiar de seu pai, perdeu o genitor assassinado por encomenda, na fazenda de sua propriedade, no Distrito de Santo Antônio do Rio Verde, quando Gilson estava com 7 anos de idade. A mãe de Gilson, temendo novas represálias, abandonou a fazenda e, juntamente com os filhos, mudou-se para Ipameri, localizada às margens da Estrada de Ferro.

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Em 1940, Gilson veio para Goiânia com o propósito de dar sequência aos estudos e trabalhar. Na capital erguida por Pedro Ludovico Teixeira, começou como repórter do jornal O Popular, fundado dois anos antes pelos irmãos Câmera: Jaime, Joaquim e Rebouças.

No começo de 1941, matriculou-se no curso de Pré-Jurídico, anexo ao Liceu de Goiânia, completando-o em 1942. Ingressou na Faculdade Federal de Direito, atual Universidade Federal de Goiás, no ano de 1943, graduando-se em dezembro de 1947. Inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de Goiás, sob o nº 383, exerceu a profissão de advogado ininterruptamente e, em paralelo, dedicou-se ao magistério de nível superior, como professor da Faculdade de Ciências Econômicas de Goiás e da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Goiás.

Foi funcionário público federal, tendo ingressado na Junta de Conciliação e Julgamento de Goiânia (Justiça do Trabalho), em 1943, exercendo as funções de Oficial de Diligências, Secretário da Junta e Membro da Comissão do Salário Mínimo.

Desde 1946, Gilson passou a se dedicar também à produção industrial, ao montar, em sociedade com Haley Garcia Rocha, que era advogado da Federação dos Trabalhadores na Indústria no Estado de Goiás, a Indústria Metalgo Ltda., destinada à produção de cozinhas hospitalares e outras peças metálicas. Em seguida, foi a vez da fábrica de pregos denominada Induprel, em parceria com o amigo Antônio Ferreira Pacheco, localizada na Vila Nova. Depois, veio a Tipografia Brasil, em sociedade com José de Assis Drummond, então localizada na esquina das ruas Jaraguá e 24 de Outubro, no bairro Campinas. A última atividade industrial de Gilson foi a Cia. Progresso Goiás – Progoiás – Crédito, Financiamento e Investimento, da qual foi organizador da estrutura de funcionamento técnico-jurídico.

Quando se atesta que Gilson é o idealizador maior e real estrategista do nascimento da  FIEG, isso se deve ao fato dele ter sido o responsável pela iniciativa e legalização jurídica dos cinco sindicatos que deram vida à FIEG: Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário do Estado de Goiás (1948); Sindicato das Indústrias de Alfaiataria e de Confecção de Roupas de Homem no Estado de Goiás (1949); Sindicatos das Indústrias de Calçados no Estado de Goiás (1949); Sindicato das Indústrias de Alimentação no Estado de Goiás (1949) e Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de Goiás (1950).

ALMEIDA, Ubirajara Galli Antonio. 60 anos de sua fundação – A sua história na industrialização de Goiás. Goiânia, Goiás. FIEG 2012. (1950-2010).

[Trecho do livro 60 anos de sua fundação - A sua história na industrialização de Goiás]

Leia: SESI - Serviço Social da Indústria

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